Finalmente tive que tomar coragem e fazer a matéria de inglês (nome oficial: Essay writing and short prose selections) no college.
Digo que “tive” porque ela faz parte da grade obrigatória do meu curso e como estou no último período não dava mais para empurrar para a frente.

Para um canadense ou nativo em inglês pode até ser simples (nem sempre é). O curso reforça gramática, pontuação, como redigir um texto acadêmico entre outras coisas. Penso que se fosse em português eu me sairia muito bem pois sempre amei essa matéria. Orações coordenadas e subordinadas, estruturas das frases, concordâncias verbais e nominais e tantos outros tópicos que (quase) nunca foram problema pra mim. Em português.

Pois bem, hoje entreguei um assignment que consistia em ler um texto sobre energia nuclear e fazer um resumo (summary), seguindo todas as regras possíveis da língua inglesa. Feito e entregue, confesso que fiquei bem satisfeita com o resultado. Além disso, recebemos de volta o teste da semana passada sobre gramática e pontuação. Minha nota foi 8.8 de 10, com direito a um “Very Good” ao lado.

Pode parecer bobo ou piegas mas senti orgulho de mim e no primeiro intervalo peguei meu celular e mandei uma mensagem para a minha mãe, agradecendo por ela e meu pai terem me colocado no curso com 11 anos, época que eu era péssima e tinha péssimas notas em inglês na escola. Esse “empurrãozinho” me fez ver a importância do idioma e gostar cada vez mais de estudá-lo.

Voltando pra 2017, ter esperado quase 3 anos para encarar essa matéria me pareceu covardia no início mas agora vejo que foi saber usar o tempo ao meu favor. Felizmente meu curso e meu college me permitem uma autonomia enorme na seleção de matérias e por isso pude estar segura e preparada o suficiente para essa aula. Fluência não se pega de um dia pro outro. Nem em semanas, nem em meses. Sem menosprezar a capacidade de ninguém, possivelmente vai demorar alguns anos pra você se sentir confiante o suficiente para se denominar fluente em um idioma. E depois de 8 anos de estudo no Brasil e 3 anos morando no Canadá, finalmente me considero assim. E olha que dizem que você pode se considerar fluente em um idioma quando passa a sonhar nele. Tenho minhas dúvidas pois já sonhava em inglês no Brasil e evolui bastante por aqui.

E quais são minhas dicas?
– Não tenha medo de errar!
– Ouça música, tente escrever a letra mesmo que de forma completamente errada (eu fazia isso com 11 anos de idade!).
– Acompanhe a música com a letra certa em mãos.
– Assista filmes com som original em inglês e legenda em inglês. Se isso for muito avançado, comece com legenda em português e depois assista ao mesmo filme com a legenda em inglês. Você vai começar a relacionar as palavras que já conhece.
– Se você mora fora e tem filhos fluentes em inglês como eu, use e abuse deles para ensinar pronúncias corretas. Acreditem, eles hoje são minha maior fonte de pesquisa e aprendizado de pronúncia!
– Leia, releia!
– Assista programas de TV mesmo sem entender muito. Acostume seu ouvido com o idioma!
– Converse com nativos. A maioria deles admira o nosso esforço em se comunicar no idioma deles e não se incomoda com nossos erros.
– Não busque perfeição, só o tempo e a prática vão nos fazendo melhores.

Fica então minha experiência e meu conselho mostrando que com dedicação e vontade a gente consegue aprender outros idiomas, mesmo já não sendo mais tão jovens!

Até a próxima!
Cassandra

 

 

 

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